Nada há que emende o que se parte,
Quando não há vontade de uma parte.
Nada há que possa reviver o que passou,
Quando o sentimento acabou.
A vida é um mar revolto, com alguma calmaria,
E na tormenta, não se conserta o barco.
Mas, depois de zarpar, não se volta ao porto,
Ou ao destino nunca se chegaria.
Se a rota traçada não é mais a que lhe apraz,
Pode até abrir o sol, ou cair a chuva, tanto faz.
Porque nada há de lhe manter neste prumo,
E é sábio manejar o leme, mudar o rumo.
Partiu-se o cristal, quebrou-se a porcelana,
Foi-se o amor, nada restou daquela sanha...
Ergam-se as velas, infle-se a bujarrona,
E que venha a alvorada, de uma nova manhã...
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
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