terça-feira, 1 de setembro de 2015

Intuição

Mente quem diz que vive da razão,
Ainda mais quando se trata de amor.
Amar não é ciência exata, ama-se, ponto.
E quanto mais se ama, mais se fica tonto.

O amor inebria, como a mais forte bebida,
E quanto mais ébrio, mais funda a ferida.
Amar fere, corrói, amor é a droga mais severa!
Vicia, marca, destrói, derrete, depaupera!

Mas ainda assim, o que é da vida sem o amor?
Sem a paixão que lhe dá o sentido,
O que é do poeta sem a rima, a métrica,
Que lhe permitem viver, ainda que ferido.

Amar não é pensar, não é cogitar, é sentir.
Ama-se, sente-se, sofre-se, morre-se.
Porque no amor, nunca há razão,
Ame às cegas, guie-se pela intuição!

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