Brotam-me dos olhos, vindas da fonte da alma,
Lágrimas e mais lágrimas, que descem em torrente,
Como bálsamo bendito que a essa dor acalma,
Dor que nasceu no passado, mas que ainda é presente.
Lágrimas irrigam o coração agora árido,
Preparando-o para uma nova semeadura,
Pois dor de amor é mais que prurido,
É o sol de meio dia, que intenso fulgura.
Então, que desça intenso o sincero pranto,
E que os soluços transmutem-se em canto.
A voz agora embargada de angústia e emoção,
Será a mesma que lhe dirá, com devoção,
Que te amo, que te quero e que te preciso,
E onde havia o deserto, haverá aceso,
O amor de outrora, renovado, pleno e irrigado,
Pelo choro, como o pecado d´alma extirpado!
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
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